Presidenta do TSE considera ruim para a democracia
o descrédito na política e defende que a mentira eleitoral precisa ser punida
como crime
ISTOÉ ENTREVISTA
por Izabelle Torres
Pela primeira vez na história, uma mulher estará no
comando das eleições municipais deste ano. Com a disciplina de quem cresceu em
colégio de freiras e o traquejo social de quem adora uma boa conversa, a
presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, acompanha
pessoalmente cada detalhe do pleito. Na memória estão os nomes de uma centena
de cidades que receberão reforços de tropas federais para garantir a segurança
e o nome de governadores, para quem telefona quase diariamente perguntando
sobre os preparativos. Está preocupada com serviços de telefonia, eletricidade
e segurança.

